| Abhih! Abhih! | Sê intrépido! Sê intrépido! |
| Abhyâsa | Esforços repetidos e constantes, particularmente, para fazer a mente tornar-se firme. |
| Abhyâsa Yoga | A senda da prática repetida ou continua, resultante da concentração ou absorção da mente. |
| Âchârya | Professor. |
| Âchâryakoti | Um tipo exclusivo ou uma personagem espiritual elevada, nascida com a missão de propagar verdades; perfeito por natureza. O Mestre do Mundo. |
| Âdesha | Mandato direto divino. |
| Adi Samaj | Tronco antigo do Brahmo Samaj que permaneceu sob a direção de Devendranath Tagore. |
| Adhyatma Ramayana | Literalmente "interpretação espiritual da vida de Sri Rama; versão derivada do Ramayana, que interpreta o épico em termos do não-dualismo e enfatiza a natureza divina de Sri Rama... |
| Advaita Vedanta | Vedanta monista (ver Vedanta). |
| Aham | O ego; o sentido do eu. |
| Ahimsa | Não violência; não injúria. |
| Aná | Moeda divisionária da Índia, corrrespondente a 1/16 da rúpia. |
| Ananda | Pura bem-aventurança. Alegria absoluta. |
| Annapurna | Um nome da Divina Mãe, consorte de Shiva. Ela é uma das duas divindades que reinam em Benares. |
| Aparigraha | Não aceitação de dádivas. |
| Arati | Cerimônia através da qual se oferece incensos, música, toque de sinos e através de movimentos circulares, a luz (fogo) perante à(s) divindade(s) ou uma pessoa santa. |
| Arjuna | Um dos cinco irmãos Pandavas e herói do Mahabharata. Amigo e discípulo de Sri Krishna, no Bhagavad Gita ele representa o aspirante espiritual através de quem o Senhor ensina a humanidade. |
| Âsana | Uma postura particular; modo de se sentar para a prática da concentração. |
| Ashrama | Estágio de vida. São quatro: brahmacharya, garhasthya (o estágio de chefe de família), vanasprastha (o estágio de reclusão) e sannyasa. |
| Ashtavakra Samhita | Pequeno tratado sobre Advaita Vedanta, atribuído ao sábio Ashtavakra e apresentado em forma de um diálogo. |
| Âtman | O Espírito ou Ser, o aspecto imanente de Deus. |
| AUM | Sílaba sagrada que representa o Absoluto Impessoal bem como o aspecto pessoal de Deus (ver OM). Mais... |
| Avatara | Uma encarnação divina. De acordo com a crença hindu, Deus como Vishnu desce ao reino dos nomes e das formas em várias épocas para restabelecer as esquecidas verdades da religião e para mostrar para a humanidade através de seu exemplo vivo como alcançar a auto-realização. O avatar não nasce em conseqüência de atos passados e tendências, como outras almas; seu nascimento é o resultado da livre escolha. Ele é consciente de sua missão divina durante toda a sua existência. Ele mostra novos caminhos no campo da religião, os quais adapta às necessidades da época. E ele é capaz de transmitir o conhecimento divino através do toque, do olhar ou do desejo. Entre aqueles largamente aceitos como avatares estão Rama, Krishna, Buddha, Cristo e recentemente Ramakrishna. |
| Avidyâ | Ignorância primária; nesciência. |
| Babu | Tratamento respeitoso; Senhor. A palavra é usualmente colocada depois do primeiro nome; por exemplo, Girish Babu. |
| Banyan | Grande figueira indiana (Fícus bengalensis). De seus galhos brotam raízes aéreas que descem ao solo e formam troncos adicionais. |
| Bel | Ou bilva (Aegle marmelos): marmeleira-da-índia, também chamada marmelos-de-bengala - árvore cujas folhas, consideradas sagradas, são usadas no culto; também designa o fruto dessa árvore. |
| Belur Math | Mosteiro da Ordem de Monges Ramakrishna, em Belur, na margem oeste do Ganges, a quatro milhas distante de Calcutá, estabelecido por Swami Vivekananda em 1901, como centro da Ramakrishna Math e Missão. |
| Bétel ou bétele | planta sarmentosa e aromática, cujas folhas e nozes são mascadas como estimulante e digestivo. |
| Bhagavad Gita | "Canção do Senhor", é o Evangelho do hinduísmo. Datado entre o quinto e o segundo século A.C., o Gita, que compreende 18 capítulos, forma parte do Mahabharata. Na forma de diálogo entre Sri Krishna, a encarnação divina, e seu amigo e discípulo Arjuna, ensina como alcançar a união com a Realidade Suprema através dos caminhos do conhecimento, da devoção, do trabalho não egoísta e da meditação. |
| Bhagavan | O Senhor; o Deus Pessoal, dotado dos seis atributos: domínio, poder, glória, esplendor, sabedoria e renúncia. |
| Bhagavata-Bhakta-Bhagavan | Unidade entre a Escritura, o Devoto e o Senhor adorado. |
| Bhagavata Purana | O mesmo que Bhagavatam |
| Bhagavatam ou Bhagavata Purana | As famosas escrituras devocionais hindu, atribuídas à Vyasa. O Bhagavatam ilustra as verdades religiosas com estórias de antigos santos da Índia, videntes e reis. Lidando em parte com a Vida de Sri Krishna, a encarnação divina, é especialmente sagrada para os vaishnavas. |
| Bhakta | Um devoto de Deus; o seguidor do caminho da Bhakti Yoga. O bhakta não tem que suprimir suas emoções; ele as intensifica e as direciona para Deus. |
| Bhakta Vidura | O nome deste devoto é encontrado no Mâhabhârata; é considerado o exemplo ideal de humildade. |
| Bhakti Yoga | O caminho da devoção; uma das quatro principais yogas, ou caminhos de união com Deus. Depois de cultivar intenso amor por um dos muitos aspectos de Deus como um ser pessoal - freqüentemente como uma encarnação divina - o adorador dissolve seu próprio ego no Ideal Escolhido. A Bhakti Yoga é o mais natural caminho para a realização de Deus. |
| Bhava | Estado de ser, sentimento, emoção; uma atitude assumida em relação a Deus na Bhakti Yoga; êxtase (bhakti amadurecido). |
| Bhava Mukta | O estado espiritual que se experimenta quando se está na linha fronteiriça entre o Relativo e o Absoluto, aos quais se tem livre acesso. Este estado vem àquele que nasce com uma missão divina, que vindo do mais elevado estado, empenha-se em fazer bem ao mundo. |
| Bhava Samadhi | Um estado de êxtase que se atinge ao seguir o caminho da devoção. Neste estado, um traço do ego permanece no adorador, permitindo-o desfrutar de Deus e do seu divino jogo - nas palavras de Sri Ramakrishna, "provar o açúcar ao invés de tornar-se açúcar. |
| Bhoga | Gozo dos objetos mundanos. |
| Bilva | Ver bel. |
| Brahma | Deus no aspecto de Criador do Universo, um dos aspectos da Trindade Hindu. Brahma é usualmente representado com quatro faces e quatro braços, segurando entre outros símbolos o Veda e um rosário. |
| Brahmacharin | 1. Continência em pensamento, palavra e ato. 2. Indivíduo devotado à continência e outras práticas religiosas em observância ao primeiro dos quatro estágios da vida de acordo com os ensinamentos védicos. |
| Brahmacharya | Voto de continência perfeita. Abstenção dos sentidos e da indulgência sexual que significa renúncia ao desejo de luxúria , isto é, castidade em pensamento, palavras e obras ; vida de pureza dos estudantes celibatários. |
| Brahmajñana | O transcendental conhecimento de Brahman. |
| Brahmajñani | Brahmajñani - Aquele que alcançou o transcendental conhecimento de Brahman. |
| Brahman | O Absoluto impessoal, Existência ou Deus, a Toda-Penetrante Realidade da filosofia Vedanta, o qual assume diversos papéis tais como criador, preservador e destruidor. |
| Brahmo Samaj | Movimento de reforma religiosa e social do século 19 na Índia, dedicado à "adoração do Eterno, do Imperscrutável, do Imutável Ser, que é o Autor e Preservador do Universo". Fundado por Raja Rammohan Roy e organizado por Devendranath Tagore, sua afiliação era aberta para todos, independente de credo, casta, cor e nacionalidade. Keshab Chandra Sem foi seu mais famoso líder. |
| Brahmos | Membros do Brahmo Samaj. |
| Buddha | Literalmente "O Iluminado". 1. A palavra refere-se especificamente a Gautama Buddha, 567-483 A.C. Nascido como Príncipe Siddhartha, ele renunciou ao mundo para tornar-se um dos grandes mestres espirituais de todos os tempos, e fundador do Budismo. 2. O termo genérico pode referir-se à qualquer ser que tenha alcançado o Nirvana, e carregue certos traços físicos característicos de ter atingido este estado. |
| Cabaça | fruto amargo da cabaceira, que, quando esvaziado e seco, serve como cantil ou, quando cortado ao meio, é usado como cuia, isto é, espécie de tigela. |
| Chakora | pássaro mítico semelhante à perdiz, e que segundo as lendas antigas alimenta-se do néctar dos raios da lua. |
| Chandi | Escritura purânica que louva a Mãe Divina. Devi Mahatmyam. |
| Chapatis | Chapatis - Pão indiano feito de farinha integral. Parece-se com a tortilla mexicana em tamanho e forma. |
| Chaitanya | Chaitanya - Também conhecido como Nimai, Gaur, Gauranga e Krishna Chaitanya. Um grande santo e mestre espiritual, nascido em 1485, em Navadivip, Bengala, que mais tarde viveu em Orissa. Um erudito brilhante, ele de repente renunciou ao mundo e tornou-se um ardente devoto de Sri Krishna, de quem (de acordo com os vaishnavas bengalis) era uma encarnação parcial. Seu amor extático por Deus abarcou pecadores e santos, independente de casta e credo. Sri Chaitanya deu ênfase ao Bhakti Yoga como caminho para a realização de Deus e ao Japa como prática espiritual. |
| Chakras | Centros de consciência situados ao longo da coluna vertebral. |
| Dakshineswar | Uma aldeia às margens do Ganges (aproximadamente 9 km. ao norte de Calcutá, onde, na década de 1850 Rani Rasmani construiu um grupo de templos: o templo de Kali, 12 pequenos templos dedicados a Shiva, e o templo de Radhakanta. Ao norte dos templos de Shiva está o quarto que Sri Ramakrishna ocupou durante um considerável período de sua vida. |
| Darshan | Literalmente, "ver, experimentar"; apresentar os respeitos à um lugar sagrado ou pessoa numa visita cerimonial; também as bênçãos ou purificação sentidas na presença do sagrado. |
| Daya | Piedade, compaixão. |
| Dharma | Ordinariamente traduzido como "religião", "dever" ou "justiça", dharma vem de dhri, que significa o poder de receptividade, e man, que significa vida. Assim dharma sugere "aquele que sustenta", i.e. o alento. Aquele que sustenta a sociedade e a civilização. Religião da reta conduta. Reto viver. A qualidade ou natureza intrínseca de todas as coisas (incluindo o universo físico). A ordem cósmica. |
| Durga | Literalmente, "A Incompreensível"; um dos nomes da Mãe Divina, consorte de Shiva. Sua forma de dez braços, montada num leão, representa seu grande poder. Ela destrói o demônio da ignorância, enquanto abençoa com o amor divino e o conhecimento aqueles que anseiam pela realização de Deus. |
| Galitahasta | Em sânscrito, "as mãos derretidas". |
| Ganesha | Ganesha - Ou Ganapati. Filho de Shiva e Parvati, representado com uma cabeça de elefante. Ganesha, deus da sabedoria, suporte do universo, remove os obstáculos, garantindo sucesso tanto na vida espiritual quanto na vida material. |
| Gangá | Ver Ganges. |
| Gñana (Yoga) | O caminho do conhecimento; uma das quatro principais yogas ou caminhos para a união com Deus. Por meio da análise e rejeição de todos os fenômenos transitórios, pelo processo da eliminação, o aspirante espiritual finalmente alcança Brahman e realiza sua união com o aspecto impessoal de Deus Supremo. |
| Guna | De acordo com a filosofia Samkhya, Prakriti (Natureza ou matéria), consiste de três gunas ou atributos - usualmente traduzidos como 'qualidades' - conhecidos por sattva, rajas, e tamas. Tamas é compreendida por inércia ou estupidez; rajas, por atividade ou agitação; sattva, por equilíbrio ou justiça. |
| Guerua | Hábito clássico dos sannyasins, de cor ocre. |
| Ishta |
Ideal escolhido; nome da divinddade escolhida, a quem se é devotado. |
| Ishwara-koti | Um tipo exclusivo ou personagem espiritual elevada, nascida com conhecimento e autoridade divina para elevação espiritual da humanidade. |
| Japa | Ou japam. A prática da repetição de um dos Nomes de Deus, normalmente o próprio mantra pessoal. Pode-se usar um rosário para contar o número necessário de repetições. |
| Kabir | O grande santo meio-hindu meio-muçulmano do século XV. |
| Kali | A Divina Mãe no papel da destruidora de toda a existência. Ela apaga o quadro e torna a reiniciar o ciclo da criação. É mostrada levando um colar de crâneos, dançando sobre o corpo inerte de Shiva, esta posição de Shiva representa Brahman, o Seu apoio. |
| Kalpa | Um círculo periódico de criação e destruição do universo. Período de 432 milhões de anos medindo a duração do mundo. |
| Kama | Desejo, desejo sensual, desejo insatisfeito |
| Kamsa | Um rei tirano de Mathurâ, tio materno de Sri KRISHNA. Aprisionou sua irmã grávida ao ser avisado por uma voz etérea para matar o bebê recém nascido, KRISHNA, que estava destinado a destruí-lo. Seu plano foi frustado pela Divina Providência e mais tarde, ele foi morto por KRISHNA, já adulto. |
| Karma | Ação, obrigação. A lei do Karma usualmente entendida como a lei de causa e efeito no sentido pessoal: 'O que se semeia é o que se colherá.' Temos que suportar as conseqüências de todas as nossas ações - se não imediatamente, então na próxima vida. Longe da déia de um Deus sentado em julgamento, somos responsáveis pelo nosso próprio destino. Se mal entendido, este conceito pode causar indiferença com relação ao sofrimento dos outros ou pode induzir a uma conduta fatalista. |
| Karma Yoga | O caminho da ação; uma das quatro principais yogas, ou caminhos de união com Deus. Consiste oferecer cada ação como um serviço desinteressado a Deus. |
| Kirtan | Música devocional, geralmente acompanhada por dança. |
| Krishna | Krishna - Uma das mais veneradas Encarnações do hinduísmo. Sri Krishna aparece sobretudo no Mahabharata, o poema épico que narra a história dos descendentes do Rei Bharata (os Pandavas e Kauravas) para cantar a glória de Deus, e no Bhagavatam, ou Bhagavata Purana, Escritura devocional que ilustra as verdades religiosas com histórias de santos, videntes e reis da Índia antiga. Entre suas formas mais populares, estão as do Menino Krishna (Gopala), do jovem Krishna tocando sua flauta ( o bem-amado amigo dos pastores e pastoras de Brindavan), e do Divino Mestre do Bhagavad Guita (amigo e condutor do carro de Arjuna), que finalmente se revela como o Ser Universal. |
| Krodha | Ira - oriunda da insatisfação de desejos. |
| Kumbhaka | Literalmente: o enrolado. O divino poder adormecido em todos os seres. |
| Kundalini | Kundalini - Lit. "serpente do poder". É a energia espiritual que permanece adormecida na base da coluna vertebral de todos os seres humanos. Quando desperta no aspirante espiritual e passa através dos centros de consciência (chakras) no canal central da espinha, essa energia manifesta-se em experiências místicas e vários graus de iluminação (ver chakras). |
| Lakshmi | A Mãe Divina como deusa da fortuna e esposa de Vishnu. |
| Lila | Brinquedo divino. A criação considerada como um jogo divino. |
| Mãe Divina | Durga, Kali (Kalika) ou Shakti. Aspecto dinâmico do Supremo, geralmente representado sob forma feminina. A Mãe aparece com diferentes nomes, como consorte divina de Brahma (Sarasvati), Vishnu (Lakshmi) ou Shiva (Parvati). De acordo com os vishnuístas (vaishnavas) e shivaístas (shaivas), Ela não é independente do aspecto paterno do Supremo. |
| Mahabharata | Épico do Hinduísmo - 100,000 versos. História dos irmãoes Pandavas e Kauravas. Um dos tratados (smriti) com assuntos sobre política, filosofia e espiritualidade. Creditado ao sábio védico Vyasa. |
| Mahatma Gandhi | Mahatma significa grande alma. Gandhi (1869-1948) utilizou recursos espirituais como satya (verdade) e ahimsa (não-violência) com os quais conquistou a independência para a India do jugo Britânico. Ele chamou seu método de Satyagraha: Insistência na verdade. |
| Mantra | Ou mantram. Prece, versículo sagrado, fórmula mística transmitida de mestre a discípulo e que serve como objeto de meditação. Nome particular de Deus que o discípulo recebe do mestre como seu Ideal Escolhido (Ishta), ao ser iniciado na vida espiritual. |
| Panchavati | Pequeno bosque no qual se praticam disciplinas espirituais, composto de cinco árvores sagradas - uma ashvattha (ou pipal), um baniano, um bel (ou bilva), um amalaki e uma ashoka - plantadas em círculo, de acordo com as indicações das Escrituras, e com um altar no centro. O panchavati do jardim de Dakshineswar foi plantado por Sri Ramakrishna e Hriday. |
| Paramahamsa | "Grande cisne" (diz-se que o cisne é capaz de beber apenas o leite numa mistura de leite com água). Denominação respeitosa dada a um "liberto em vida"; dizia-se "o Paramahamsa" ou "o Paramahamsa de Dakshineswar" para designar SR. |
| Parvati | Filha do rei Himalaya e consorte de Shiva; uma manifestação da Mãe Divina. |
| Patanjali | Fundador da escola Yoga de filosofia e do método de meditação chamado Raja Yoga. É o autor dos Yoga-Sutras, texto clássico onde expõe este método. |
| Prakriti | Natureza Primordial; o substratum material da criação, consistente dos gunas sattva, rajas, e tamas. |
| Prana | O sopro vital, o qual sustenta a vida no corpo físico; a energia ou força primordial, da qual todas as outras forças físicas são manifestações. Nos livros de Yoga, prana é descrito como tendo cinco modificações, de acordo com suas cinco diferentes funções. Elas são: prana (a energia vital que controla a respiração), apana(a energia vital descendente resultante dos alimentos e bebidas não assimilados), samana (a energia vital que nutre a superfície do corpo), vyama (a energia vital que impregna o corpo inteiro), e udana (a energia vital pela qual o conteúdo estomacal é expelido pela boca). A palavra Prana é também atribuído à Alma Cósmica, dotada de atividade. |
| Princípios cósmicos | De acordo com a filosofia Samkhya, os vinte e quatro tattvas, ou princípios cósmicos, são: os cinco grandes elementos em suas formas sutis (éter, ar, fogo, água, terra); o ego, ou "consciência do eu"; buddhi, ou inteligência; Avyakta, ou o Não-Manifestado (no qual sattva, rajas e tamas permanecem em estado indiferenciado); os cinco órgãos da ação (mãos, pés, aparelho fonador, aparelho reprodutor, aparelho excretor); os cinco órgãos do conhecimento (olhos, ouvidos, nariz, língua, pele); manas, ou mente; e os cinco objetos dos sentidos (audição, tato, visão, paladar, olfato). Todos eles pertencem à Prakriti (Natureza) e são distintos de Purusha (Consciência). |
| Rakshasa | Os "ogros" - demônios, cujo rei era Ravana, o qual havia raptado Sita, a esposa de Rama. |
| Raja Yoga | Lit. "yoga real"; uma das quatro principais yogas ou caminhos para a união com Deus, sistematizada nos Yoga Sutras de Patânjali. A raja yoga é o caminho da meditação formal, um método de concentração da mente direcionada unicamente para a Realidade Última, até que a absorção completa seja alcançada. |
| Rama | Ou Ramachandra. Uma das mais populares encarnações divinas do hinduísmo, rei de Ayodhya. Sua vida é narrada no Ramayana (o mais antigo poema épico sânscrito, escrito por volta de 500 a. C.): seu banimento de Ayodhya; a vida na floresta com sua fiel esposa, Sita; o rapto de Sita por Ravana; a guerra de Rama e seus aliados contra Ravana; a derrota de Ravana e a libertação de Sita; a difamação de Sita pelo povo de Ayodhya e sua expulsão do reino; a reabilitação de Sita e sua subida aos céus, onde Rama a reencontra. |
| Ramakrishna | Um dos mais recentes (1836-1886) profetas do Hinduísmo. Proclamou a unidade e a harmonia entre os diferentes tipos de credos e movimentos religiosos. É considerado um Avatar dos tempos modernos. |
| Ramayana | Um dos dois épicos do Hinduísmo. Relata a história de Rama e Sita - ideal masculino e feminino. Escrito pelo sábio 'Valmiki' . |
| Rishi | 1- Designação genérica para santo ou vidente. 2- Qualquer um dos antigos videntes hindus da verdade espiritual, aos quais o conhecimento dos Vedas foi revelado. |
| Rudrakshas | Sementes de uma árvore tropical da Ásia usadas para fazer rosários. |
| Sannyasa | Renúncia. Votos finais feitos por um monge segundo os rituais hindus. |
| Sannyasin | Ou sannyasi. (feminino: sannyasini). Monge que pronunciou os votos finais de renúncia segundo os rituais hindus. |
| Sânscrito | Antiga linguagem da India. Considerada como sendo a base de todos os idiomas Indo-Europeus. Significa - polido. |
| Sarasvati | A Mãe Divina como consorte de Brahma, deusa da sabedoria e patrona das artes e da música. |
| Shaiva | Ver shivaísta. |
| Shankara | Ou Shankaracharya. (788-820 d.C.) Um dos maiores filósofos da Índia, grande expoente da Vedanta Advaita. |
| Shakti | Deus como Mãe do Universo; personificação da Energia Primordial, ou poder de Brahman. Ela é o aspecto dinâmico do Supremo, que cria, preserva e dissolve o Universo, em relação ao qual Shiva representa Brahman (o Absoluto transcendente ou aspecto paterno do Supremo). Há uma crença hindu de que a graça de Shakti, o poder manifestado de Deus, é necessário antes que o aspecto transcendente de Deus seja revelado. V. Mãe Divina. |
| Shiva | Deus em Seu aspecto de Destruidor na Trindade hindu. Quando venerado como Ideal Escolhido (Ishta), Shiva é totalmente Deus, a Suprema Realidade. Em relação ao seu poder, ou seja, o aspecto feminino dinâmico e criador do Supremo (chamado Shakti, Parvati, Kali ou Durga, etc.), Shiva é o Absoluto transcendente, ou o aspecto paterno. Entre seus vários Nomes contam-se: Mahadeva, Rudra, Shambhu, Shankara, Ishana, Vishvanath, Kedarnath. Seu símbolo é o linga (pilar de topo arredondado, geralmente de pedra, que representa uma transição da forma antropomórfica para a concepção sem forma da divindade). Shiva também é representado como Nataraja (Shiva dançando num círculo de fogo); como Senhor do Universo, cavalgando Nandi, o touro do dharma; como o yogui supremo, sentado absorto em eterna meditação. Shiva é venerado como o Guru de todos os gurus - destruidor da mundanidade, doador da sabedoria e personificação da renúncia e da compaixão. V. Brahma e Vishnu. |
| Shivaísta | Shaiva. Adorador de Shiva. |
| Sikh | Lit. "discípulo". Há cerca de 18 milhões de sikhs na Índia, concentrados sobretudo no Punjab. Constituem um grupo religioso marcial, cuja doutrina foi estabelecida pelo Guru Nanak (1469-1538), o qual buscou reunir o melhor do hinduísmo e do islamismo. |
| Sri Krishna | Ver Krishna. |
| Sutra | Llinha ou vínculo; aforismos, como os Yoga Sutras de Patanjali. |
| Swami | 1. Senhor, mestre, instrutor espiritual. A palavra Swami, título do monge hindu, pode ser usada no lugar do nome ou precedendo o nome. |
| Tantra | Filosofia religiosa segundo a qual Shakti é geralmente a principal divindade venerada, e o universo é visto como o jogo divino de Shakti e Shiva. A palavra Tantra também se aplica a qualquer Escritura identificada com a adoração de Shakti. O Tantra lida sobretudo com práticas espirituais e formas rituais de veneração, cujo objetivo é a libertação da ignorância e o renascimento rumo ao conhecimento inequívoco de que a alma individual e o Supremo (Shiva-Shakti) são um. Além dos Shakta Tantra, existem os Tantras budistas e vaishnavas. |
| Tattvas | Ver princípios cósmicos. |
| Upanishad | Escritura Sagrada que constitui a parte filosófica dos Vedas. Os Upanishads ensinam o conhecimento de Deus e relatam as experiências espirituais dos sábios da Índia antiga. Dos 108 Upanishads preservados, os dez principais são: Isha, Kena, Katha, Prasna, Mundaka, Mandukya, Chandogya, Brihadaranyaka, Aitareya e Taittiriya. Como encerram cada um dos quatro Vedas, tornaram-se conhecidos como Vedanta, ou seja, o final (anta) dos Vedas. |
| Veda | A Escritura Sagrada mais antiga e mais importante dos hindus, considerada pelos ortodoxos como revelação direta e autoridade suprema em todas as questões religiosas. Há quatro Vedas: Rig, Yajur, Sama e Atharva, cada qual consistindo de uma parte dedicada aos rituais, ou "trabalho", e outra dedicada ao "conhecimento". Cada parte ritual consiste de: 1- Samhitas (uma coleção de mantras ou hinos, muitos dos quais dirigidos a deidades como Indra ou Varuna); 2- Brahmanas (relacionados a detalhes de ritos sacrificiais e deveres e regras de conduta específicos); 3- Aranyakas (ou tratados da floresta, que destacam a interpretação espiritual de ritos e cerimônias religiosos). Cada parte relativa ao conhecimento compreende Upanishads. A parte ritual é conhecida como karma kanda, e a filosófica como jñanakanda. |
| Vedanta | Lit. "final do Veda". Sistema religioso e filosófico desenvolvido a partir dos Upanishads, os ensinamentos finais dos Vedas. Nesse sentido, trata-se da base comum de todas as seitas religiosas da Índia. Do ponto de vista estritamente filosófico, a Vedanta é um dos seis darshanas (sistemas do pensamento hindu ortodoxo) e baseia-se nos Vedanta Sutras. Com suas várias interpretações (dualista, monista qualificada, pluralista, realista e monista), a Vedanta ensina que o objetivo da vida humana é realizar a Realidade Última, ou o Supremo, aqui e agora, por meio da prática espiritual. A palavra Vedanta pode referir-se exclusivamente ao aspecto não-dualista da filosofia, a Vedanta advaita, que afirma que o universo multifacetado de nome e forma é uma interpretação errônea da Realidade Única, a qual é chamada Brahman quando vista como transcendente e Atman quando considerada imanente. Uma vez que é omnipresente, essa Realidade deve estar dentro de cada criatura ou objeto; portanto, o homem é essencialmente divino. A experiência supraconsciente direta de sua identificação com Atman-Brahman liberta o homem de todos os laços mundanos que ele superpôs à sua verdadeira natureza, e concede-lhe a perfeição espiritual e a paz eterna. A Vedanta aceita todos os grandes mestres espirituais e os aspectos pessoais ou impessoais de Supremo venerados pelas diferentes religiões, considerando-os como manifestações da Realidade Única. Por demonstrar a unidade essencial na origem de todas as religiões, a Vedanta serve como arcabouço filosófico dentro do qual toda verdade espiritual pode ser expressa. As três principais escolas de pensamento da Vedanta (algumas das quais também se encontram em outras religiões) são: 1- Dvaita (dualista, voltada para a adoração de Deus Pessoal ou adoração a qualquer Ideal Divino); 2- Vishishtadvaita (monismo qualificado, ou atenuado, ensina a imanência e transcendência de Deus: "Vivemos, movemo-nos e temos nossa existência em Deus"); 3- Advaita (literalmente: não-dual, ou seja, monista; ensina a unidade espiritual; "Eu e Tu somos um"). Essas três concepções, que não são contraditórias entre si, constituem etapas sucessivas na realização espiritual, como Sri Ramakrishna destacou, sendo a terceira e última alcançada quando o aspirante perde toda consciência de si na união com o Supremo. Para ilustrar as três atitudes, Sri Ramakrishna citava as palavras dirigidas a Sri Rama por Hanuman: "Quando me considero como um ser físico, Tu és o Senhor e eu o servo. Quando me considero como um ser individual, Tu és o todo e eu uma das partes. E quando me realizo como o Atman, sou um conTigo." |
| Vishnu | Lit. "o todo-penetrante". Divindade que forma a Trilogia hindu com Brahma e Shiva; Deus considerado sob seu aspecto protetor e conservador da criação. Como Ideal Escolhido dos vaishnavas, Vishnu representa não só o aspecto conservador de Ishvara, mas o próprio Ishvara (Brahman unido a Maya, seu poder; Deus com atributos; Deus Pessoal). Entre as muitas formas de Vishnu, é familiar a de quatro braços, segurando o disco, a clava, a concha e o lótus. Outra forma é o shalagrama (pedra oval com certas marcas, de formação natural, encontrada no leito de certos rios da Índia, sobretudo no Gandaki). Segundo a doutrina do avatar (encarnação divina), Vishnu aparece na terra quando necessário para o bem do mundo. |
| Vishnuísta | Ou vaishnava. Seguidor do vaishnavismo: seita religiosa do hinduísmo, cujos membros seguem o caminho da devoção a Deus como Vishnu ou um dos avatares de Vishnu - especialmente Sri Rama, Sri Krishna e, em Bengala, Sri Chaitanya. |
| Viveka | Discriminação filosófica, discernimento. |
| Vyasa | Um renomado sábio, cuja reputação é devida ao fato de ter organizado os Vedas na sua forma atual. Também é considerado o autor do Mahabharata, dos dezoito Puranas e dos Brahma Sutras. |
| Yama | O deus da morte. Purificação interna pelo auto-controle. |
| Yoga | Ato de ligar. 1- União da alma individual com o Supremo. 2-
O método pelo qual essa união é realizada (v. bhakti yoga, jñana yoga, karma
yoga, raja yoga). 3- Um dos seis darshanas (sistemas de filosofia ortodoxa
hindu), compilado por Patânjali como Yoga Sutras. A yoga proporciona meios
para se atingir a mais alta consciência e a libertação final dos laços do
mundo por meio do controle das ondas de pensamento da mente. 3 - Eficiência na ação. |
| Yoga Sutras | Os Yoga Sutras, escritos por Patânjali, conformam o texto fundamental da doutrina Yoga, constan de 195 aforismos, ou frases curtas compostas de palavras técnicas muito precisas seguindo estritas regras gramaticais. Tais aforismos em muitas ocasiões se enlaçam uns com os outros para expor una linha de pensamento coerente. O livro se divide en quatro capítulos, ou partes. Cada um deles tem um título (Samadhi - 51 aforismos, Sadhana - 55 aforismos, Vibhuti - 55/56 aforismos e Kaivalya - 34 aforismos). |
| Yogui | Aquele que pratica yoga. Feminino: yoguini. |
| Yuga-dharma | A religião da época; a idéia religiosa que prevalece na época. |
Centro Ramakrishna Vedanta Rio de Janeiro
Rua
Paula Matos 162, Santa Teresa, Rio de Janeiro
Tel: 21-22243295, 25511208, 38723183
e-mail: site@vedantarj.org.br